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Análise de Mercado·4 min

Penha: 3 milhões de visitantes e 7 mil leitos — a conta que explica o short stay

Penha recebeu mais de 3 milhões de turistas em 2025 e dispõe de cerca de 7 mil leitos — capacidade para atender aproximadamente um terço da demanda. Essa lacuna é o principal argumento de investimento da cidade.

Penha: 3 milhões de visitantes e 7 mil leitos — a conta que explica o short stay

A lacuna estrutural

Penha recebeu mais de 3 milhões de visitantes em 2025, impulsionada pelo Beto Carrero World. A cidade dispõe de cerca de 7 mil leitos. Feita a conta, a rede hoteleira e de locação atende aproximadamente um terço dos visitantes que chegam.

Os outros dois terços se hospedam fora da cidade — em Piçarras, em Barra Velha, em Navegantes — ou simplesmente não pernoitam. Cada noite não vendida por falta de leito é demanda existente e comprovada, sem oferta correspondente. É a definição mais limpa de oportunidade de locação por temporada que se encontra no litoral catarinense.

Por que a demanda não é sazonal

A intuição diz que cidade de praia enche no verão e esvazia no resto do ano. Penha foge do padrão porque sua principal âncora não é a praia — é um parque temático que opera fora da alta estação.

O indicador mais direto disso: Penha aparece como o 10º destino de inverno mais procurado na plataforma Airbnb. Um destino de praia que performa no inverno está sinalizando que o fluxo é movido por entretenimento, não por temperatura.

Para quem investe em short stay, isso muda a matemática. A taxa de ocupação anual — e não o pico de janeiro — é o que determina a rentabilidade.

Os números da cidade

IndicadorValor
Visitantes em 2025mais de 3 milhões
Extensão da orla31 km, com 19 praias
Praias com certificação Bandeira Azul4 — Bacia da Vovó, Praia da Saudade, Praia Grande e Praia Vermelha
Leitos disponíveiscerca de 7 mil
Investimentos em infraestrutura e saúdemais de R$ 26 milhões

O aporte de R$ 2 bilhões no parque

O Beto Carrero World prepara a maior expansão de sua história, com aporte anunciado de R$ 2 bilhões. Para o mercado imobiliário local, a leitura é direta: mais atrações significam mais visitantes e permanência média maior — e permanência média maior pressiona ainda mais uma rede de hospedagem que já opera abaixo da demanda.

Em fevereiro de 2026, a imprensa regional registrou valorização imobiliária de 25% em Penha, com procura concentrada em imóveis próximos ao parque. O vetor de valorização e o vetor de renda, nesse caso, apontam para o mesmo endereço.

O masterplan de Jaime Lerner

Penha contratou o escritório de Jaime Lerner — o arquiteto e urbanista responsável pelo planejamento de Curitiba — para desenvolver seu masterplan. É um dado que costuma passar batido, mas tem peso patrimonial de longo prazo.

Cidade com plano urbano estruturado cresce de forma previsível: define onde haverá adensamento, onde a orla será preservada, por onde a mobilidade vai passar. Previsibilidade urbana protege o valor de quem compra antes. O contrário — crescimento sem plano — é o que costuma destruir valor em cidades litorâneas que se verticalizaram sem critério.

Como ler Penha como investimento

  • Turismo consolidado, com âncora que opera nos 12 meses do ano;
  • Short stay aquecido, sustentado por um déficit de leitos que a oferta atual não resolve no curto prazo;
  • Valorização apoiada em obra e plano — expansão do parque, R$ 26 milhões em infraestrutura e masterplan contratado;
  • Renda e valorização no mesmo ativo — a proximidade do parque que gera aluguel é a mesma que puxa o preço do metro quadrado.

Ficou com dúvidas ou quer saber mais sobre investimentos no litoral norte?

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